A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), confirmou que disputará uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão segue uma estratégia nacional do Partido dos Trabalhadores, que busca ampliar sua bancada no Congresso para fortalecer o apoio ao governo federal e equilibrar forças com a oposição.
Como o cargo de senador tem mandato de oito anos e permite influenciar pautas cruciais, como a aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal, a disputa é tratada como prioridade máxima pelo presidente Lula, que vê no controle do Legislativo um pilar essencial para a estabilidade democrática.
Essa movimentação provoca uma mudança profunda na política local, já que Fátima precisará renunciar ao governo até o dia 4 de abril para estar apta a concorrer. O cenário tornou-se ainda mais complexo com a decisão do vice-governador, Walter Alves (MDB), de também deixar o cargo no mesmo período para buscar uma vaga de deputado estadual.
Com a saída simultânea dos dois ocupantes eleitos pelo voto popular, o estado enfrentará o que se chama de "vacância total", transferindo o comando temporário da gestão para o presidente da Assembleia Legislativa ou do Tribunal de Justiça até que um novo nome seja escolhido.
Diante da renúncia de governadora e vice no último ano de mandato, a legislação prevê a realização de uma eleição indireta. Diferente das eleições comuns, onde a população vai às urnas, nesse modelo a escolha do próximo governante fica a cargo dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O novo governador e seu vice serão eleitos para um "mandato-tampão", governando o estado apenas até a posse dos eleitos nas eleições gerais, que ocorrerá em janeiro de 2027. Este processo garante que o Executivo não fique sem comando enquanto os líderes políticos se dedicam às campanhas eleitorais.
