Azedou o angu! Kelps Lima desiste de disputa federal e aponta quebra de acordo na Federação União Progressista.


Os bastidores da política potiguar sofreram um verdadeiro terremoto com o anúncio oficial do ex-deputado estadual Kelps Lima (União Brasil), confirmando que abriu mão de sua pré-candidatura à Câmara Federal pela Federação União Progressista.


Em uma entrevista explosiva e sem papas na língua ao programa Meio Dia RN, na 96 FM, Kelps Lima garantiu que sua decisão não tem volta e disparou pesadas acusações de traição política contra os deputados federais João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria (PP).

O ex-parlamentar afirmou textualmente que cumpre seus compromissos, mas chamou os colegas de legenda de mentirosos e sem palavra, expondo publicamente o racha na chapa proporcional após o descumprimento dos acordos que previam a cessão de bases eleitorais para viabilizar o seu nome na disputa.

Embora tenha chutado o balde contra os caciques da federação, Kelps Lima fez questão de blindar sua relação com o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil). Ele ressaltou que sua ligação com Allyson vem desde 2017 e que continuará firme na linha de frente apoiando o projeto majoritário do "amigo".

Apesar disso, Kelps revelou que os deputados chantagearam Allyson para que ele não repassasse apoios à sua pré-candidatura federal e que o ex-prefeito terminou cedendo à forte pressão interna. 

Ao afirmar que tomou a iniciativa de recuar para não servir de instrumento de desgaste para o "amigo", Kelps acabou jogando luz sobre a falta de comando no grupo, provocando um inevitável abalo político na chapa oposicionista.

Mesmo assegurando que não tem medo das lideranças de Brasília e que permanecerá atuando intensamente nos bastidores, a saída de Kelps Lima desmonta a estratégia da nominata e transfere um pesado prejuízo eleitoral para o palanque de Allyson Bezerra.

Com o racha consolidado, o ex-deputado já iniciou o processo de liberação de suas bases políticas e cabos eleitorais históricos pelo interior do estado, abrindo caminho para que esse espólio procure abrigo e redirecione apoios para candidatos de fora da federação.

O esvaziamento imediato dessas bases gera um clima de forte apreensão na oposição, que agora enfrenta o duro desafio de conter a sangria e reorganizar suas forças diante de uma visível desestruturação interna em pleno andamento do calendário eleitoral.