Dinheiro público na campanha: apenas 10 nomes dominam metade dos recursos no RN.


A disputa eleitoral no Rio Grande do Norte já movimenta dezenas de milhões de reais, mas o dinheiro da campanha está concentrado nas mãos de poucos políticos.


Um levantamento da Agência SAIBA MAIS, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, mostra que apenas dez candidatos reuniram R$ 27,9 milhões. Esse valor corresponde a quase metade de todos os recursos declarados no estado até o momento, que somam R$ 56,4 milhões.

A principal fonte desse financiamento vem do Fundo Eleitoral, formado por dinheiro público. Do total declarado pelas campanhas potiguares, R$ 54,1 milhões vêm de verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Outros recursos e o Fundo Partidário completam o montante restante. Em todo o país, o Fundo Eleitoral disponibiliza R$ 4,96 bilhões para as eleições de 2026, cabendo a cada partido definir os critérios de distribuição entre suas candidaturas.

No topo da lista do estado aparece o senador Styvenson Valentim, do Podemos, com R$ 3,81 milhões recebidos. A concentração, no entanto, vai além do primeiro colocado, já que os cinco primeiros da lista somam R$ 15,86 milhões. 

A diferença de orçamento entre o grupo dos dez mais financiados e os demais candidatos evidencia o peso do Fundo Eleitoral na definição da estrutura das campanhas no Rio Grande do Norte.

Entre os partidos com maior volume de recursos na lista dos dez mais financiados, o PL lidera com quatro nomes: Sargento Gonçalves, Álvaro Dias, General Girão e Nina Souza, acumulando juntos R$ 11,24 milhões. O PT aparece em seguida com duas candidaturas, Natália Bonavides e Samanda Alves, que somam R$ 4,32 milhões.

Os demais nomes da lista pertencem ao Podemos, PSD, PDT e PV. Como as prestações de contas continuam sendo atualizadas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, esses números ainda podem mudar ao longo do período eleitoral.