Se a fotografia do momento político atual se mantiver até outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desponta como o favorito para vencer (pela quarta vez) as eleições.
Essa vantagem ficou ainda mais nítida com a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28), que consolida uma tendência também observada nos levantamentos recentes do Datafolha, do BTG Nexus e da Indexa.
No cenário de primeiro turno, Lula (PT) aparece na liderança isolada com 38,5% das intenções de voto. O atual presidente viu sua distância crescer para sete pontos percentuais porque o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), recuou de 36% para 31,5%, mostrando que a oposição perdeu o fôlego que vinha acumulando nas últimas semanas.
A lógica por trás desse favoritismo atual está diretamente ligada ao aumento do desgaste político da oposição. A recente exposição de conversas de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro gerou o primeiro grande impacto real na corrida eleitoral, empurrando a rejeição do senador para 46% no Datafolha.
Com metade do eleitorado afirmando que não votaria nele de jeito nenhum, a oposição bateu em um teto de crescimento. Como o voto de rejeição costuma pesar tanto quanto o voto de apoio na política nacional, esse cenário acabou blindando a liderança de Lula e freando os planos dos oponentes de atrair o eleitorado mais moderado.
Essa mudança de humor do eleitorado fica evidente nas simulações de segundo turno, onde Lula consolidou uma virada importante.
Se no começo de maio o senador fluminense aparecia numericamente à frente, os dados mais recentes da pesquisa Meio/Ideia apontam o atual presidente liderando com 46,5% contra 41,4% do rival - uma vantagem de cinco pontos que supera a margem de erro.
O movimento das últimas semanas mostra que, mesmo enfrentando desafios na aprovação do governo, Lula conseguiu reter sua base fiel e pescar eleitores indecisos, garantindo o favoritismo; caso o cenário político permaneça congelado assim até a hora do voto.
