O segundo turno no Rio Grande do Norte está oficialmente confirmado e promete ser extremamente disputado. Com 99,99% das urnas apuradas, Allyson Bezerra (União Brasil) encerrou o primeiro turno na liderança com 733.738 votos válidos (36,94%), enquanto Cadu de Lula (PT) garantiu a segunda vaga na disputa final ao alcançar 718.206 votos (36,16%).
O terceiro colocado, Álvaro Dias (PL), recebeu 530.484 votos (26,71%) e ficou fora da fase decisiva. Como nenhum candidato obteve mais de 50% mais um dos votos válidos, a definição do próximo governador ocorrerá no dia 25 de outubro.
A ida do pleito para a segunda etapa alterou significativamente os rumos da política estadual. Allyson Bezerra era considerado amplo favorito para vencer a eleição logo no primeiro turno, mas o resultado final acabou frustrando essa expectativa de seu eleitorado.
Em contrapartida, a votação de Cadu de Lula surpreendeu as projeções e transformou a reta final em uma disputa disputada voto a voto, ombro a ombro com o primeiro colocado. Uma candidatura que no início era frequentemente subestimada e até ridicularizada avançou para o segundo turno com força expressiva.
A votação expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio Grande do Norte - onde alcançou 59,75% dos votos válidos contra 34,77% de Flávio Bolsonaro - desempenhou papel fundamental para impulsionar a campanha de Cadu de Lula nessa reta decisiva.
Nos bastidores da coligação petista, o clima é de comemoração pela virada e pelo desempenho nas urnas, garantindo ao candidato uma arrancada rumo ao segundo turno com o moral e a autoestima bastante elevados.
Agora, a disputa recomeça com indefinições estratégicas e um grande ponto de interrogação sobre a formação das novas alianças políticas. A principal incógnita diz respeito à postura que será adotada por Allyson Bezerra: ele optará por manter a neutralidade no cenário nacional ou buscará aproximação com outras forças?
Considerando que o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro era Álvaro Dias, Allyson dependerá do movimento de eleitores que historicamente não lhe são afeitos, incluindo a ala mais radical da direita no estado.
