Com 99,98% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,15% (53,8 milhões).
A margem entre ambos foi de apenas 1,88 ponto percentual - uma distância de cerca de 2,4 milhões de votos -, confirmando a disputa do segundo turno para o dia 25 de outubro.
Ao comparar esses números com os levantamentos da véspera, observa-se que institutos como Gerp e Veritá foram os que mais se aproximaram do resultado real, captando a liderança de Flávio Bolsonaro.
O Gerp cravou o senador à frente com 46% contra 44% de Lula, enquanto o Veritá registrou 45,14% para Flávio e 44,65% para Lula.
Já institutos tradicionais, como Datafolha, Quaest, AtlasIntel e CNT/MDA, acertaram o percentual do candidato petista, mas subestimaram a votação de Flávio Bolsonaro.
O Datafolha, por exemplo, acertou os 45% de Lula, mas atribuiu 42% a Flávio. Essa disparidade revelou um forte movimento de voto útil da base conservadora no fim de semana de votação, migrando de outras candidaturas do mesmo campo diretamente para o candidato do PL.
Diante do cenário de apuração acirrada, o comportamento das campanhas precisará de ajustes decisivos para o dia 25 de outubro.
A equipe de Flávio Bolsonaro focará em manter a mobilização de sua base e reduzir a abstenção em grandes colégios eleitorais, enquanto a campanha de Lula buscará ampliar alianças ao centro e intensificar agendas em regiões estratégicas para reverter a margem e buscar a vitória.
