Bastidores 2026: Por que Vivaldo Costa e Cláudio Santos são as apostas para a eleição indireta.


Com a iminente renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado e o recuo estratégico do vice Walter Alves (MDB) e do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB) - que priorizam suas próprias reeleições - o Rio Grande do Norte ruma para uma rara eleição indireta.


Esse cenário transfere a decisão sobre o comando do Estado para os 24 deputados estaduais, transformando a Assembleia Legislativa em um fervilhante centro de negociações de bastidores em pleno ano eleitoral. Nesse contexto, os nomes de Vivaldo Costa (PV) e do desembargador Cláudio Santos ganham força como alternativas de estabilidade.

Vivaldo, com sua vasta experiência política, representa uma transição pacífica e de continuidade administrativa. Já Cláudio Santos oferece um perfil técnico e jurídico, capaz de imprimir um tom de ordem e equilíbrio institucional. Ambos trazem o DNA do Seridó para o centro do tabuleiro, região historicamente habilidosa em navegar pelas complexas marés do poder potiguar.

Por trás dessa escolha, trava-se uma batalha silenciosa: cada voto parlamentar torna-se uma moeda de troca valiosa para as coligações que disputarão as urnas em outubro.

Mais do que um "mandato tampão", quem assumir o governo terá o controle da máquina pública em um momento decisivo, podendo redesenhar alianças e influenciar diretamente o resultado da eleição geral.

É o pragmatismo político definindo o futuro do RN em um roteiro onde a estratégia de bastidor precede o voto popular.