O levantamento colocou o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), na liderança da corrida com 36,3% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Álvaro Dias (PL) com 27,7% e Allyson Bezerra (União Brasil) com 25,1%.
Chamou atenção a enorme discrepância em relação a outros institutos de pesquisa e levantamentos recentes divulgados por portais locais, que costumavam mostrar o pré-candidato governista com percentuais bem mais modestos.
O grande divisor de águas entre essas pesquisas está na metodologia adotada. A AtlasIntel opera por recrutamento digital aleatório - onde as pessoas respondem questionários pela internet enquanto navegam -, diferente dos modelos tradicionais que utilizam entrevistas presenciais de campo ou ligações telefônicas.
Essa disparidade de modelos gera cenários tão opostos que tornam os números da AtlasIntel difíceis de digerir de primeira para quem acompanha o cenário potiguar diariamente.
Por um lado, a pré-candidatura de Cadu Xavier não pode ser de forma alguma subestimada. Com trabalho de articulação e o forte palanque do presidente Lula no estado - cuja aprovação atua como um verdadeiro motor puxando o candidato para cima -, a ida ao segundo turno é uma possibilidade bem real. Porém, o seu grande obstáculo é a alta desaprovação da gestão da governadora Fátima Bezerra, um peso político expressivo que atua na direção contrária, puxando a chapa governista para baixo.
Diante de uma semana repleta de registros de pesquisas e dados que se contradizem, a reação natural do eleitor é o sinal de alerta e a desconfiança. Afinal, pesquisas não são o resultado final das urnas; são retratos de um momento específico, estimativas probabilísticas e, muitas vezes, usadas estrategicamente como peças publicitárias para impulsionar candidaturas ou influenciar a percepção pública.
A recomendação fundamental para o eleitor potiguar é acompanhar o cenário, mas evitar tomar cada número divulgado como uma verdade absoluta, aguardando a consolidação das campanhas e, principalmente, a decisão soberana que só ocorre no dia da votação.




























