Para alguns analistas políticos, a posse do prefeito de Portalegre, Zé Augusto Rêgo (União Brasil), na presidência da FEMURN nesta quarta-feira (04/03), colocará a pré-candidatura de seu tio, o ex-deputado estadual Getúlio Rêgo, evidentemente, em um patamar tanto de visibilidade quanto de viabilidade muito maior para 2026.
Embora o cargo na federação tenha uma finalidade estritamente administrativa e institucional, voltada à defesa dos interesses dos 167 municípios potiguares, é inevitável observar que, sob o ponto de vista da articulação, Zé Augusto passará a ocupar uma posição de influência estratégica no estado.
Pelo fato de a entidade promover o diálogo direto e constante com prefeitos de todas as regiões, a conjectura política indica que o novo presidente poderá atuar como um importante elo de bastidor. Naturalmente, essa proximidade com as lideranças municipais tende a fortalecer o projeto de retorno de Getúlio Rêgo à Assembleia Legislativa.
Getúlio, que consolidou sua trajetória com dez mandatos consecutivos e é amplamente conhecido pelo slogan de "médico amigo", deve buscar uma nova vaga no pleito de 2026 pelo partido Republicanos.
Essa nova dinâmica de poder sugere que a influência histórica da família Rêgo, tradicionalmente concentrada no Alto Oeste, passará a ter uma vitrine com alcance estadual através da federação.
O fortalecimento dessa base é visto como um movimento tático que se alinha à provável dobradinha com a vereadora Nina Souza, pré-candidata a deputada federal e esposa do prefeito de Natal, Paulinho Freire.
Assim, de forma analítica, a sucessão na FEMURN acaba sendo interpretada não apenas como uma mudança na gestão municipalista, mas como um fator que amplia as condições políticas para que o grupo de Getúlio Rêgo reorganize suas bases e chegue de forma competitiva às próximas eleições estaduais.




.jpg)


























