O segredo para não carregar o legado de ser um prefeito de um mandato só não está em quem assume a cadeira, mas no que faz com ela enquanto o tempo corre.
O poder emana do povo, a cadeira é um bem emprestado e quem governa precisa ter jogo de cintura para resolver os problemas agora, sem ficar olhando pelo retrovisor ou transferindo responsabilidades para o passado.
A população hoje é consciente, sabe muito bem diferenciar o que é favor do que é obrigação institucional, e entende que recursos federais carimbados para a saúde e para a educação são deveres da prefeitura, e não caridade do gestor.
O cidadão comum, seja morador dos bairros nobres, do centro ou da periferia, quando procura qualquer serviço público, quer apenas ser bem atendido e ter o seu problema resolvido sem enrolação.
Se existem promessas de campanha que não poderão ser cumpridas por falta de orçamento ou viabilidade, o governante precisa ter a decência e a paciência de vir a público dar uma explicação clara e sincera. O eleitor perdoa a falta de recursos, mas não tolera a falta de respeito e o sumiço do gestor.
O isolamento dentro das quatro paredes da prefeitura é o caminho mais rápido para o fracasso político. Quem está com a caneta cheia de tinta hoje precisa lembrar que o povo bota e o povo tira com a mesma facilidade na hora do voto.
Governar com os pés no chão, ouvindo a comunidade e garantindo o básico na saúde e na educação é o único alerta real para todos os que comandam um município e não querem ver sua história política resumida a apenas um mandato único.






























