Itaú não é para amadores: a "fatura" da infidelidade partidária de alguns vereadores poderá ser cobrada após o pleito suplementar.


Desde o início desta eleição suplementar em Itaú-RN, alguns vereadores do União Brasil vêm mantendo uma postura de desobediência reiterada, ignorando a chapa "puro-sangue" formada por Zé Roberto Pezão e Rosa Basílio para apoiar abertamente os adversários.


Ao optarem por frequentar eventos públicos da campanha petista, posar para fotografias, aparecer em vídeos de forma exibicionista e até discursar em favor da chapa adversária - sem disfarce e um mínimo de constrangimento, esses parlamentares desprezam o fato de que, juridicamente, o mandato pertence ao partido e não ao indivíduo.

Essa infidelidade acumulada, praticada contra as candidaturas próprias da legenda, configura uma infração estatutária grave que fragiliza a segurança de seus próprios cargos.

A legislação eleitoral brasileira garante às agremiações o poder de punir quem afronta a unidade partidária, especialmente quando a desobediência é registrada e documentada desde o primeiro dia de campanha.

Em um cenário local já marcado por cassações e vigilância jurídica, a insistência em ignorar as diretrizes do União Brasil enseja a criação de um caminho para possíveis processos de perda de mandato por infidelidade partidária.

O risco é claro e iminente; não se trata de recados de bastidores. Para quem escolheu caminhar contra a própria sigla, o custo arriscado dessa rebeldia escancarada poderá ser cobrada junto à Justiça Eleitoral.