A movimentação registrada no sistema do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte retira Flávio Rocha da posição de apenas um entusiasta da economia e o coloca, juridicamente, pronto para o combate nas urnas.
Mas fica o grande questionamento que domina as conversas de calçada e os grupos de mensagens: será que ele está disposto a trocar o conforto do mundo empresarial e o comando da Riachuelo pelas incertezas e o desgaste da vida pública?
O suspense aumenta quando olhamos para as possibilidades de disputa no estado, hoje presidido na legenda por Renato Cunha Lima Filho. As especulações correm soltas e as perguntas se multiplicam sem respostas claras.
Flávio Rocha estaria mirando uma cadeira no Senado Federal, buscaria o comando do Governo do Estado ou pretenderia retornar à Câmara Federal, onde já atuou entre as décadas de 80 e 90?
Nas redes sociais, o clima é de total expectativa e as teorias sobre o seu real objetivo ganham força a cada hora. Uns acreditam em uma candidatura majoritária de peso, outros veem um movimento estratégico para fortalecer o partido no Rio Grande do Norte. O fato é que o mistério continua no ar, e o silêncio do empresário só alimenta o fogo das incertezas.
Por enquanto, tudo o que temos são os registros oficiais e o burburinho das ruas. A confirmação real, o anúncio do cargo e o tom da sua campanha só serão conhecidos quando ele decidir quebrar o silêncio e se pronunciar oficialmente.
Até lá, o Rio Grande do Norte segue observando, com atenção redobrada, cada passo desse retorno que promete sacudir as estruturas políticas potiguares.
