Com trajetórias opostas, Allyson, Álvaro e Cadu travam duelo final pelo Governo do RN.


A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final do primeiro turno marcada por três trajetórias bastante distintas.


Liderando as pesquisas, Allyson Bezerra (União Brasil) projetou sua candidatura estadual a partir da forte aprovação popular e do expressivo capital político construído em Mossoró.

Apesar dos recentes ataques dos adversários e dos desgastes provocados pelas repercussões da Operação Mederi, o candidato preservou sua base eleitoral ao focar na gestão municipal, mantendo distância da polarização nacional.

Em outra frente, a candidatura de Álvaro Dias (PL) nasceu após a desistência de Rogério Marinho em janeiro. Ex-prefeito de Natal, Álvaro migrou para o PL para assumir a missão e, diante da ausência inicial de Marinho nos palanques do interior, passou a apostar no engajamento direto da família Bolsonaro.

A presença e o apoio explícito de Flávio Bolsonaro na reta final reforçaram a estratégia de conectar seu nome ao eleitorado conservador do estado.

Já Cadu de Lula (PT) tornou-se a alternativa governista após a ruptura com o vice-governador Walter Alves e a permanência de Fátima Bezerra no Executivo.

Enfrentando o desafio do desconhecimento inicial, o ex-secretário da Fazenda saltou de patamar nas pesquisas ao colar sua imagem à do presidente Lula e da governadora.

Assim, o cenário final se desenha entre a força municipalista de Allyson, a aposta na onda bolsonarista de Álvaro e o crescimento acelerado de Cadu empurrado pelo apadrinhamento petista.