Portalegre tem 120 dias para implementar programas socioeducativos, recomenda Ministério Público do RN.


O Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou que a Prefeitura de Portalegre crie um serviço de atendimento especializado para adolescentes que cometeram atos infracionais. 

A medida busca garantir que a cidade ofereça programas de liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade, estruturas que hoje não existem no município. 

Atualmente, a prefeitura justifica a falta do serviço pela ausência de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), mas o Ministério Público reforça que isso não desobriga a gestão de garantir os direitos e a recuperação desses jovens.

A recomendação dá um prazo de 120 dias para que o prefeito e a secretária de assistência social organizem o atendimento, que pode ser feito com equipe própria ou em parceria com cidades vizinhas para reduzir custos. 

Além de contratar orientadores e capacitar os profissionais, o município precisará credenciar locais como escolas e hospitais para receber os adolescentes e elaborar um plano de trabalho para os próximos dez anos. 

Caso essas providências não sejam tomadas no tempo previsto, os gestores podem responder judicialmente por infrações administrativas ou crimes.