Deputado do PL, Luiz Eduardo, tinha mais dinheiro em casa do que patrimônio declarado. Confere, Polícia Federal?


A Polícia Federal apreendeu R$ 1,51 milhão em dinheiro vivo na residência do deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo (PL), no âmbito da Operação Sem Lastro. 

O montante em espécie chamou a atenção por ser superior a todo o patrimônio de R$ 1,34 milhão declarado por ele ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) - listagem que incluía previdência privada, imóveis, consórcio e contas bancárias, mas nenhum valor em dinheiro guardado. 

A operação apura a movimentação de recursos incompatíveis e o eventual uso de caixa dois em campanha.

Em nota e em vídeo publicado nas redes sociais, a defesa e o próprio parlamentar afirmaram que o dinheiro tem origem lícita e origem plenamente comprovada. Segundo Luiz Eduardo, o montante foi retirado de uma só vez de sua previdência privada (Brasilprev VGBL) no dia 8 de julho. 

Ele garantiu que não tentou ludibriar órgãos de fiscalização como o Coaf e declarou que guardar o próprio dinheiro em casa não é crime, negando qualquer irregularidade ou finalidade eleitoral, já que os valores permaneceram guardados.

O episódio causou uma forte reviravolta no cenário político local. Antes de saber que a apreensão havia ocorrido na casa de seu aliado de coligação, o senador Styvenson Valentim (Podemos) publicou um vídeo chamando o dono do dinheiro de "bandido" e "safado", afirmando que a quantia seria usada para a compra de votos. 

A declaração repercutiu imediatamente e gerou reação da candidata a senadora Samanda de Lula (PT).

Samanda devolveu o questionamento ao senador, lembrando que o deputado faz parte do mesmo grupo político e da chapa de Styvenson. 

A candidata cobrou uma postura do senador, questionando se ele chamaria o aliado de "ladrão" e pedindo explicações sobre o destino de mais de R$ 4 milhões em emendas e recursos que Styvenson havia destinado anteriormente para a atuação política de Luiz Eduardo.