O cenário político do Rio Grande do Norte para 2026 deu um passo definitivo nesta quarta-feira (21) com o anúncio oficial da chapa de oposição. O senador Rogério Marinho (PL) confirmou que não disputará o Governo do Estado, alegando que cumprirá uma missão dada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Com a desistência de Rogério, as atenções se voltaram para o senador Styvenson Valentim (PSDB). O senador, porém, optou por não arriscar a disputa pelo Executivo e confirmou sua pré-candidatura à reeleição para o Senado.
Styvenson manteve sua postura independente, declarando que, embora não seja bolsonarista, tem um compromisso político com o projeto liderado por Rogério Marinho. Ele ainda deu um tom de cobrança ao apoio, afirmando que exigirá o cumprimento de metas e resultados públicos para o estado.
Dessa forma, a responsabilidade de ser o candidato da direita ao Governo "sobrou" para o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que preside o Republicanos no estado.
O desafio do ex-prefeito natalense agora é provar que possui musculatura política para além da capital, onde tem base consolidada, e conquistar o eleitorado do interior potiguar. A chapa começa a se desenhar com Álvaro para o Governo e Styvenson para uma das vagas ao Senado, em uma coalizão que tenta unir diferentes forças da oposição.
Um ponto que gerou frustração durante a coletiva e nas redes sociais foi o silêncio sobre a segunda vaga para o Senado. Muitos apoiadores esperavam o anúncio do Coronel Hélio (PL), nome de confiança da ala mais conservadora, para fechar a dobradinha com Styvenson.
A ausência dessa confirmação deixou um sentimento de "vazio" para quem acompanhava ao vivo, sinalizando que o grupo ainda mantém essa vaga em aberto para futuras negociações ou para atrair novos aliados na tentativa de ampliar a frente contra o governo atual.
