Embora a data esteja definida pelo tribunal estadual, o prefeito e o vice cassados já recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Esse recurso busca uma liminar - uma decisão urgente que tem o poder de suspender a eleição de maio e manter a atual configuração política até que o caso seja julgado definitivamente pelos ministros na capital federal.
Portanto, a eleição só está garantida se o TSE negar esse pedido de urgência nos próximos dias. Enquanto a justiça decide o futuro das urnas, a Prefeitura de Itaú segue sob comando interino. O presidente da Câmara Municipal, Fernandes Melo, o "Ferrim", assumiu a gestão da cidade temporariamente.
Em um de seus primeiros atos oficiais como prefeito interino, Ferrim tomou uma decisão que gerou repercussão: nomeou o prefeito cassado, Dr. André Júnior, para o cargo de Chefe de Gabinete da prefeitura. Essa movimentação mantém o líder do grupo político cassado dentro da estrutura administrativa municipal, enquanto aguarda o desenrolar dos recursos judiciais em Brasília.
Para os moradores de Itaú, o momento é de observar os próximos passos com atenção. O fato de o TRE ter marcado a eleição não significa que ela ocorrerá obrigatoriamente, pois o "jogo jurídico" continua aberto no TSE. Se a liminar for concedida, o processo eleitoral de maio para e tudo volta ao estado anterior; se for negada, a cidade de fato escolherá novos gestores em poucos meses.
Nos próximos dias, a atenção total deve estar voltada para Brasília, de onde sairá a palavra final que dirá se Itaú terá mesmo uma nova eleição ou se o comando interino e as nomeações recentes permanecerão por mais tempo.
