TSE mantém afastamento de André Júnior e Itaú se prepara para novas eleições em maio.


A situação política em Itaú teve mais um desdobramento importante nesta semana com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Ministro Floriano de Azevedo Marques negou o pedido de liminar feito pela defesa do prefeito cassado, André Júnior, e de seu vice, Paulo Maia, que tentavam retornar aos cargos.


Na prática, a Justiça Eleitoral de Brasília confirmou que o afastamento determinado pelo tribunal regional deve ser mantido, baseando-se em provas de abuso de poder econômico e político nas eleições de 2024.

Entre os pontos citados no processo estão a distribuição de benefícios em eventos públicos, como a festa do Dia das Mães, e o uso de apresentações musicais para promover candidaturas, o que é proibido pela lei eleitoral.

Com essa negativa do TSE, o foco da cidade agora se volta para o futuro administrativo e eleitoral. Atualmente, o município continua sob a gestão interina do prefeito Fernandes Melo, conhecido como Ferrim, que é o presidente da Câmara Municipal e assumiu o cargo logo após o afastamento da chapa cassada.

Ferrim deve conduzir a prefeitura garantindo que os serviços públicos não sejam interrompidos durante este período de transição. Juridicamente, o caso ainda terá um julgamento final de mérito em Brasília, mas isso não impede o andamento dos preparativos para o novo pleito, já que o tribunal entendeu que as decisões anteriores estão de acordo com as regras vigentes.

Diante da confirmação do afastamento, o cronograma para as eleições suplementares já está definido pelo TRE-RN para o dia 17 de maio de 2026. A partir de agora, os partidos políticos iniciam os prazos para as convenções partidárias e o registro de novas candidaturas que disputarão o comando do Executivo.

A população de Itaú voltará às urnas para escolher quem governará a cidade até o final de 2028, encerrando um ciclo de incertezas jurídicas e definindo os novos rumos da política local. Este novo pleito será organizado pela 45ª Zona Eleitoral, seguindo todas as normas de uma eleição oficial, desde o registro dos nomes até a diplomação dos vencedores.