Pé no chão ou pirotecnia? As propostas dos pré-candidatos para a segurança do RN.


Após ler um artigo publicado pelo Portal Novo Notícias sobre as propostas de Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) para a segurança pública, resolvi opinar sobre o assunto, já que as pesquisas mostram que esta pauta é hoje a maior preocupação dos brasileiros, superando até a saúde e a educação.


No Rio Grande do Norte, os pré-candidatos tentam fisgar o eleitor com caminhos bem diferentes: Álvaro foca em novos concursos condicionados às contas do estado, Allyson aposta no armamento das guardas municipais e no reconhecimento facial, e Cadu defende a continuidade do atual governo, prometendo cobrir o estado com câmeras e usar inteligência artificial.

Olhando criticamente para o que foi apresentado, é preciso separar o que é promessa factível daquilo que serve apenas para ludibriar o eleitor.

A postura de Álvaro Dias de atrelar novos concursos ao equilíbrio fiscal é a mais realista, pois o estado vive uma crise financeira crônica e não há como contratar sem dinheiro em caixa.

Por outro lado, a ideia de Allyson Bezerra de instalar um sistema de monitoramento facial nos moldes chineses é pura ilusão de campanha, pois esbarra em custos astronômicos e barreiras jurídicas fora da nossa realidade.

Já Cadu Xavier acerta ao propor a expansão de delegacias para o interior, algo viável e necessário, mas peca pelo excesso ao prometer cobrir quase todo o território potiguar com inteligência artificial, ignorando a falta de estrutura e a péssima conectividade que afetam a maioria das nossas cidades.

No fim das contas, cabe ao eleitor potiguar deixar de lado o encantamento com discursos puramente tecnológicos ou salvacionistas e cobrar planos que caibam no orçamento real do Rio Grande do Norte.

A segurança pública não se resolve com pirotecnia eleitoral nem com promessas que ignoram a falência financeira do estado, mas sim com pé no chão, responsabilidade com o dinheiro público e propostas que possam, de fato, sair do papel para proteger o cidadão.