O "apoio" amargo e constrangedor de Styvenson: desconfiança e clima pesado marcam o lançamento da pré-candidatura de Álvaro ao Governo.


O anúncio da desistência de Rogério Marinho (PL) em disputar o Governo do RN, abrindo caminho para Álvaro Dias (Republicanos), não teve o clima de união esperado. O destaque não foi a aliança, mas as palavras duras do senador Styvenson Valentim (PSDB) direcionadas ao ex-prefeito da capital. 

Em um palanque desconfortável, Styvenson Valentim deixou claro que Álvaro Dias terá que cumprir metas rígidas, caso contrário, o próprio senador será candidato ao governo em 2030. A fala soou como um "voto de desconfiança", expondo dúvidas sobre uma futura gestão de Álvaro, que carrega o desgaste de obras inacabadas em Natal.

Essa pressão de Styvenson coloca em xeque a imagem de "bom gestor" que Álvaro Dias tenta projetar. Oras, se o principal aliado já avisa que vai fiscalizar e ameaça tomar o lugar dele no futuro, fica evidente que o histórico de entregas incompletas na capital assombra a candidatura. 
 
Para piorar, Styvenson (PSDB) disparou uma frase inoportuna: "não sou bolsonarista". Mesmo estando "na casa" do PL, ao lado de Marinho, o senador marcou uma distância ideológica desnecessária, criando um constrangimento gratuito para quem tenta unificar o voto da direita.

O que se viu foi uma coalizão que nasce sob o signo da incerteza. Em vez de uma frente segura, o público viu um candidato colocado contra a parede por seu fiador político. 
 
Ao condicionar o apoio a metas - ponto fraco de quem deixou canteiros parados em Natal - Styvenson expôs a fragilidade de Álvaro Dias. O senador confirmou que não confia plenamente na entrega do escolhido, deixando a pergunta o ar: se nem quem está no palanque da direita radical acredita totalmente em Álvaro, por que o eleitor racional deveria acreditar?