O que antes circulava apenas como especulação nos corredores da política potiguar agora ganha contornos oficiais. O senador Rogério Marinho (PL) confirmou que está se retirando da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O motivo oficial? Uma "missão" que teria vindo diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, via bilhete, para que ele coordene a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A notícia, no entanto, não chega a causar surpresa para quem acompanha os bastidores mais atentos. Há tempos já se falava que o senador poderia optar por não levar sua candidatura ao Executivo estadual até o fim, especialmente diante do cenário local complexo.
Rogério vinha aparecendo como o nome mais competitivo da oposição, figurando em segundo lugar nas pesquisas - atrás apenas de Allyson Bezerra (União Brasil) -, o que torna a sua "desistência" ainda mais curiosa.
Para os seus aliados, trata-se de um gesto de lealdade ao ex-presidente e sacrifício em nome de um projeto nacional. Para outros, a ironia é inevitável: seria essa missão um chamado genuíno ou uma forma elegante de "sair pela tangente" antes de enfrentar o teste das urnas no estado?
Com o senador fora do páreo, a direita no RN se vê agora diante de um vácuo e de um dilema: quem assume o bastão? As atenções se voltam para nomes como Álvaro Dias (Republicanos) e o senador Styvenson Valentim (PSDB), embora este último tenha o desafio de decidir se vale a pena trocar a zona de conforto do Senado pela incerteza de uma disputa ao Governo - o que muitos chamam de trocar o "céu" pelo "inferno".
Por enquanto, o que temos são reuniões e mais reuniões agendadas para os próximos dias entre as lideranças do PL, Republicanos e PSDB.
No mar de especulações que já lota os blogs, preferimos aguardar os anúncios oficiais. Afinal, na política, o que hoje é apresentado como uma "nobre missão" pode ser, na verdade, apenas um capítulo de um recuo planejado.
Com o senador fora do páreo, a direita no RN se vê agora diante de um vácuo e de um dilema: quem assume o bastão? As atenções se voltam para nomes como Álvaro Dias (Republicanos) e o senador Styvenson Valentim (PSDB), embora este último tenha o desafio de decidir se vale a pena trocar a zona de conforto do Senado pela incerteza de uma disputa ao Governo - o que muitos chamam de trocar o "céu" pelo "inferno".
Por enquanto, o que temos são reuniões e mais reuniões agendadas para os próximos dias entre as lideranças do PL, Republicanos e PSDB.
No mar de especulações que já lota os blogs, preferimos aguardar os anúncios oficiais. Afinal, na política, o que hoje é apresentado como uma "nobre missão" pode ser, na verdade, apenas um capítulo de um recuo planejado.
