De um lado, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), que assumiu a pré-candidatura pela direita radical e tenta usar o deboche para dizer que Allyson não chega ao segundo turno. Do outro, o grupo governista com Cadu Xavier (PT), que apesar da máquina estadual, segue em terceiro lugar nas sondagens reais.
O que se vê nos últimos dias é uma tentativa clara de embaralhar a cabeça do eleitor com o surgimento de pesquisas de procedência estranha. Esses levantamentos suspeitos, que já estão sob a mira da fiscalização rigorosa da Justiça Eleitoral, tentam desenhar um cenário que não existe para frear o favoritismo do prefeito de Mossoró.
O medo dos adversários tem uma explicação matemática: se Allyson Bezerra for para o segundo turno, ele se torna um candidato quase imbatível. Contra o PT, ele naturalmente atrai o eleitor de direita que rejeita o atual governo. Já se o adversário for Álvaro Dias, Allyson recebe o voto do eleitor de esquerda e dos moderados que jamais caminhariam com a direita radical.
Diante desse bombardeio de blogs patrocinados, que abandonam o jornalismo sério para atuar como braços de militância, a pré-campanha de Allyson Bezerra precisa reagir com firmeza.
O silêncio não é uma opção quando máquinas de comunicação tão bem azeitadas tentam destruir reputações. É fundamental ocupar o espaço com a verdade e buscar o suporte de mídias imparciais que pratiquem o bom jornalismo, combatendo as narrativas fabricadas pelos extremos.
Se a esquerda escancarada e os bolsonaristas alinhados a Álvaro Dias se uniram para atacar o centro, é porque sabem que Allyson quebrou o sistema tradicional. O eleitor está atento e já percebeu que, quando o nível da baixaria aumenta e as pesquisas suspeitas aparecem, é porque o medo do novo bateu à porta dos velhos grupos políticos do estado.
