O União Brasil, sob a liderança de José Agripino e Antônio de Rueda, oficializou, nesta terça-feira (10), uma decisão que altera drasticamente os planos eleitorais em Natal ao negar as cartas de anuência para que os vereadores Robson Carvalho, Camila Araújo e Nina Souza deixem a legenda.
Essa negativa cria um impasse jurídico grave, pois os parlamentares planejavam trocar de sigla para disputar cargos de deputado estadual e federal nas eleições de outubro. A articulação, que contava com o apoio do prefeito Paulinho Freire, agora esbarra na rigidez estatutária do partido, que decidiu fechar as portas para saídas amigáveis neste momento.
O ponto mais crítico da situação é que a janela partidária de 2026 não se aplica aos vereadores de Natal, sendo um benefício exclusivo para deputados estaduais e federais que estão encerrando seus mandatos. Como os parlamentares da capital foram eleitos em 2024 e possuem mandatos válidos até 2028, eles não gozam da proteção legal para trocar de agremiação sem uma justificativa aceita pela Justiça Eleitoral.
Sem o documento de anuência do União Brasil, qualquer tentativa de filiação a outro partido configura infidelidade partidária, o que permite que a legenda ou os suplentes reivindiquem as cadeiras na Câmara Municipal imediatamente.
O cenário para Robson Carvalho, Camila Araújo e Nina Souza torna-se uma aposta de altíssimo risco, conhecida nos bastidores como a política do tudo ou nada. Caso eles decidam seguir com a troca de partido para viabilizar suas candidaturas a deputado, enfrentam a possibilidade real de serem cassados e perderem seus atuais mandatos como vereadores de Natal antes mesmo do dia da votação.
O maior perigo reside na hipótese de não serem eleitos para os novos cargos em outubro, o que os deixaria sem o mandato na Assembleia ou em Brasília e também sem o posto na Câmara Municipal, encerrando precocemente suas atuais funções públicas.
